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Como a anfepramona pode contribuir para um emagrecimento saudável

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Como a anfepramona pode contribuir para um emagrecimento saudável

“Recentemente, em junho de 2017, o Congresso aprovou a liberação para comercialização da anfepramona como medicamento para emagrecimento. Envolta em muita polêmica, a decisão trouxe consigo um debate bastante intenso, deixando a população com muitas dúvidas. Mas, afinal, vale a pena fazer uso deste tipo de medicação? Existe algum risco?

Proibida no país desde 2001, pela Anvisa, a anfepramona – também denominada dietilpropiona – foi lançada no mercado mundial em 1958, com a expectativa de atuar como um supressor de apetite que não estimulasse o sistema nervoso central. No entanto, após seu lançamento, cientistas conseguiram detectar, entre seus efeitos, estímulos desse tipo. Ou seja, a anfepramona apresenta efeitos que são mediados pela ação nos neurônios dopaminérgicos, promovendo, como outros anfetamínicos, um aumento da liberação de dopamina nos terminais pré-sinápticos. Esse aumento da dopamina é o agente responsável pela sensação de saciedade e controle da fome.

Desta forma, a maioria dos endocrinologistas defende a utilização do medicamento como uma importante ferramenta para o combate a uma das doenças mais prevalentes da atualidade: a obesidade. Porém, em virtude das contraindicações e reações adversas graves que pode causar, é recomendada a indicação somente em casos específicos, sempre após análise cuidadosa do histórico médico do paciente. Entre as reações adversas, podemos destacar: agranulocitose, arritmia cardíaca, isquemia cerebral, acidente cerebrovascular, dependência, leucemia, hipertensão pulmonar primária e distúrbios psicóticos. Além disso, existem contraindicações para pacientes que apresentem estados psiquiátricos de agitação ou de tendências suicidas, anorexia, sindrome de Gilles e La Tourette, histórico de infarto agudo do miocárdio ou acidente vascular cerebral, hipertensão descompensada ou não tratada, uso concomitante de inibidores da monoamino-oxidase, glaucoma grave, histórico de abuso de substâncias, hipersensibilidade ao medicamento e hipertireoidismo não tratado.

Os principais motivos que levaram a anfepramona a ter sua comercialização suspensa foram justamente o uso indiscriminado e irregular e a automedicação. Sendo assim, é extremamente importante reforçar que medicamentos para emagrecer devem sempre ser utilizados sob orientação de um especialista. Usadas em casos específicos, sob supervisão médica, com acompanhamento, orientação e ajuste de doses adequadas, as formulações à base de anfepramona podem trazer resultados satisfatórios para pacientes que precisam perder peso num curto espaço de tempo. Alguns chegam a eliminar cerca de 10kg ou mais num prazo de 30 a 60 dias. Vale ressaltar que este tipo de resposta só ocorre e, principalmente, é mantida, se associarmos a outros fatores como mudança de hábitos e atividade física regular.

Sendo assim, podemos concluir que a anfepramona é, sim, uma medicação que pode trazer bons resultados para a eliminação de peso, mas deve ser usada com cautela, pois não será eficaz se administrada da mesma forma para todas as pessoas. O histórico de saúde de cada indivíduo e o período adequado para o tratamento devem ser levados em consideração a fim de alcançar o sucesso na perda de peso, evitar reações adversas importantes e prevenir o efeito sanfona, tão temido por todas as pessoas que sofrem com o sobrepeso ou obesidade.”

Também publicado em:

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